A mulher e a chuva
Dia cinza,chuvoso
belo e admirável
para aquela mulher
pue caminhava na rua
compenetrada em si mesmo.
Vestida de rubro
calçada por sapatos
confortáveis e elegantes
caminhava pelas ruas
desviando poças.
Nada que a exteriorizasse
tinha importância.
Nem a criança que ria para o moço,
nem a garota que pedalava livre.
O que valia naquele dia
eram suas reflexões
guiadas pelo doce barulho da chuva
era sua voz que falava
silenciosamente, dentro de si.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
O devaneio
Estava um dia ventoso e me colocava a sentir aquela ventania sentada em um banco.Naquele dia os sentidos pareciam mais aflorados que nunca, os pensamentos iam e viam vagos e distantes em instantes do tempo que pareciam horas, os cheiros ,por mais suaves que fossem, causavam em mente explosões prazerosas. E eu ali, quietamente sentada no banco, sentindo e percebendo o exterior deixei-me levar. Partir sem sair do canto. Flutuei para longe e quando me dei conta estava numa realidade só minha, ninguém para interromper. Vi fluir meus desejos claros e aflições que caminhavam agitados em mim há dias, cada um falando por si, coisa que não deixara muito acontecer. Não durou muito mas fora de uma intensidade que não pensei valer tanto.Voltei. Estive em devaneio.
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