segunda-feira, 9 de maio de 2016

O devaneio

Estava um dia ventoso e me colocava a sentir aquela ventania sentada em um banco.Naquele dia os sentidos pareciam mais aflorados que nunca, os pensamentos iam e viam vagos e distantes em instantes do tempo que pareciam horas, os cheiros ,por mais suaves que fossem, causavam em mente explosões prazerosas. E eu ali, quietamente sentada no banco, sentindo e percebendo o exterior deixei-me levar. Partir sem sair do canto. Flutuei para longe e quando me dei conta estava numa realidade só minha, ninguém para interromper. Vi fluir meus desejos claros e aflições que caminhavam agitados em mim há dias, cada um falando por si, coisa que não deixara muito acontecer. Não durou muito mas fora de uma intensidade que não pensei valer tanto.Voltei. Estive em devaneio.

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